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Momento epifânico (Transcrição).

Olá, voltei aqui, neste bloco de notas o qual estou considerando como um ambiente comum no qual eu expresso no papel as coisas que eu gostaria que outro ser humano ouvisse. Coisas chatas, as vezes desagradáveis, lamurias, pirraças, mimos, frescuras... enfim, tudo que qualquer pessoa acharia uma chatice e não teria a paciência de ouvir (a não ser que ela receba).
Estou sozinho aqui na sala onde trabalho, com a mente fantasiando várias situações e pensando sobre muitas coisas inúteis.
Os poucos momentos em que não tenho pirado na batatinha quando fico sozinho é durante o sono, quando as forças para manter os olhos abertos some e eu quase cochilo na cadeira. Normalmente após o almoço.
Poxa, eu não quero sentir essa falta de sintonia aqui no trabalho, não consigo ser como o Thiago, que consegue ignorar as pessoas no emprego.
A verdade é que sou muito narcisista em muitos momentos. Sempre começo a pensar que eu sou o centro do mundo e que as causas das coisas são de minha origem.
Quem possui  amizade comigo, ignora este comportamento, entretanto não são todas as pessoas que são meus amigos e muitas delas não entendem este comportamento. Há uma excentricidade particular na minha personalidade que não é fácil de lidar. Tenho plena consciência disso.
O meu problema de insegurança está agravando os defeitos que possuo, gerando vários outros problemas e dúvidas.
Acho que é possível  mudar. Creio que todas as pessoas tem a capacidade de evoluir. Não uma evolução genética mas sim filosófica e psicológica e, partindo desta crença, eu confio que um dia vencerei essas adversidades. Ah! O apoio de parceria de uma mulher, nem que seja apenas no sexo, vai mudar muitos pontos negativos e remover várias cismas também!

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